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Caminhos para uma comunicação mais construtiva

16 de setembro de 2016
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Em visita ao Brasil, Judy Rodgers inspira profissionais a pensar sobre como a mídia pode gerar transformações na sociedade

Judy em palestra no Hotel Fazenda Igarapés durante o Seminário IVE Brasil

Judy em palestra no Hotel Fazenda Igarapés durante o Seminário IVE Brasil

“A mídia tem uma vocação muito elevada. Quando se é chamado para esse trabalho você está escrevendo a história do mundo”, refletiu a jornalista Judy Rodgers, jornalista norte-americana fundadora do Images and Voices of Hope (IVOH) durante sua visita ao Brasil.

No Brasil, o IVOH é conhecido como Imagens e Vozes de Esperança (IVE) e é organizado como uma rede de comunicadores voluntários, que conta com o apoio da organização Brahma Kumaris.

No dia 8 de setembro, Judy participou de um evento com comunicadores em São Paulo.

Em Minas Gerais, Judy Rodgers participou do Seminário IVE Brasil, cujo tema foi “Comunicação Construtiva: Novas Narrativas em Tempos Difíceis”, realizado entre 9 e 11 de setembro no Hotel Fazenda Igarapés, em Igarapé, Região Metropolitana de Belo Horizonte. O evento reuniu profissionais de diversas áreas da comunicação e artes para refletir sobre os impactos das mensagens sobre as comunidades e para compartilhar experiências profissionais e histórias de resiliência. “Quando organizamos diálogos como esses, realmente estamos trabalhando e aprendendo juntos sobre como podemos manter os nossos padrões profissionais e nosso senso de responsabilidade”.

Segundo Judy, é preciso pensar a comunicação em um nível mais elevado. “Temos que falar sobre os traumas, mas é necessário falar em transformação, dizer às pessoas o que ajuda a transformar essas realidades. Pode ser um trauma ambiental, como o rompimento da barragem de mineração na região da cidade de Mariana, Minas Gerais, ou a crise de refugiados no mundo. Cobertor e água ajudam, mas devemos pensar em como está o ser que sofreu o trauma”, afirmou.

Narrativas restaurativas

Um dos temas abordados no encontro foi a narrativa restaurativa, uma nova abordagem de comunicação em estudo pelo IVOH. “Nosso pensamento atual é que nem toda história é uma narrativa restaurativa. A história ruim deve ser contada, mas é preciso contá-la de modo que as pessoas tenham condições de se recuperar. É preciso dizer que há sinais de vida após um desastre”, explicou.

Judy Rodgers falou sobre a conversa que teve com um amigo diretor da ONU sobre as metas sustentáveis do milênio para 2030, que prometiam um mundo perfeito. No entanto, refletiram que, num mundo em que o trauma se tornou crônico com crise de refugiados, desastres ambientais, violência contra mulheres e outros problemas, é preciso apontar como essa transformação ocorrerá. Nesse contexto, o papel da mídia é estratégico, pois existe a métrica de pensamento/ação e as pessoas agem com base nessas ideias. “Para nós do IVE, o ponto que impacta não é o desastre em si, ainda que ele deva ser relatado, mas a capacidade de resiliência, de recuperação da comunidade atingida pela tragédia”, destaca.

A mídia no Brasil

João Paulo Cunha

João Paulo Cunha falou sobre a situação atual da mídia no Brasil

A mídia no Brasil foi o tema da palestra do jornalista mineiro João Paulo Cunha. Ele apresentou um quadro pouco animador da situação do jornalismo e das redações no país, ao abordar desde a falência dos jornais diários, a concentração familiar da mídia até a mudança da relação entre mídia e poder, em que a imprensa perde importância social, torna-se negócio. Com a comunicação digital, há uma multiplicação do ecossistema informativo. “Há um esvaziamento ético e sem democratização da comunicação não há modo ético de fazer informação”, afirmou.

Ele avalia que há uma crise de saber na atualidade e considera o jornalismo como uma alternativa, pois trata de um tipo especial de conhecimento que diz respeito à vida, que nenhuma ciência ou filosofia é capaz de dar. E questiona: “Que tipo de informação estamos levando para que as próximas gerações possam estar melhor preparadas?”

Christina Carvalho Pinto

Christina Carvalho Pinto falou sobre produção de conteúdo e publicidade

A comunicadora paulista, Christina Carvalho Pinto, presidente e sócia do Grupo Full Jazz de Comunicação e líder da plataforma multimídia “Mercado Ético”) refletiu sobre como a publicidade pode inspirar a formação de transformadores da sociedade.

“Precisamos contar histórias saborosas e incríveis. Se isso não fosse verdadeiro, as novelas, as histórias bem contadas não teriam tanta audiência. E acho que a imprensa – e a publicidade – também têm esse papel que é narrar a luz que há no planeta”, destacou, acrescentando que “as pessoas estão exaustas de coisas ruins, estão implorando por coisas belas”, ressaltou.

Entre os palestrantes, também compartilharam suas experiências o assessor de imprensa e produção de conteúdos da FCA (Fiat Chrysler Automobiles) para a América Latina, Roberto Baraldi, a jornalista e escritora, Leila Ferreira, a professora da Universidade Federal de Minas Gerais e doutora em Comunicação, Ângela Carrato, o jornalista e diretor da Árvore Gestão de Relacionamento, agência de relações públicas, a jornalista Roberta Barbieri da revista Sorria. Por meio virtual, o jornalista e escritor André Trigueiro.

Ângela Carrato e Leila Ferreira

Roberto Baraldi e Rafael Araújo

Experiências IVE

A jornalista Rachel Abreu Añon contou como conheceu Judy Rodgers e o movimento Imagens e Vozes de Esperança e, a partir de então, tomou coragem para se tornar uma empreendedora, deixando de trabalhar na redação no Jornal Folha de São Paulo e fundando a empresa “Ponte a Ponte“, que tem como principal missão “conectar o melhor de cada mundo para um mundo cada vez melhor”.

Já os jornalistas Aerton Silva, Cecília Alvim e Débora Junqueira explicaram como o valores IVE transformaram o trabalho de comunicação produzido pelo Sindicato dos Professores de Minas Gerais, Sinpro Minas.

André Trigueiro, em conexão gravada, explicou a influência do IVE na sua vida. Assista.

Reconhecimento

Roberta Barbieri recebeu o Reconhecimento IVE em nome da Revista Sorria e apresentou o projeto de comunicação da mesma

Roberta Barbieri recebeu o Reconhecimento IVE em nome da Revista Sorria e apresentou o projeto de comunicação da mesma

Na tarde do sábado (10/09), após um painel que discutiu a cobertura da tragédia de Mariana, que contou com a exposição da professora Ângela Carrato, e com as narrativas dos jornalistas das experiências e desafios vividos nessa cobertura especial, a rede Imagens e Vozes de Esperança reconheceu os trabalhos desses e de outros profissionais da comunicação com um certificado assinado pela jornalista Judy Rodgers. O texto dos certificados diz:  “Reconhecemos que esse trabalho reflete o compromisso em gerar conteúdos pautados pelo interesse público, por valores humanos e perspectivas de uma comunicação construtiva, mesmo em tempos difíceis”.

Pelo empenho profissional e humano na cobertura da tragédia de Mariana, acontecida em novembro de 2015, receberam o reconhecimento IVE:
-  a equipe do Jornal Estado de Minas, representada pelos jornalistas Márcia Cruz e Daniel Camargos, pelo especial Vozes de Mariana
- a equipe da Rede Minas de Televisão, representada pelo repórter Renato Franco e pelo cinegrafista Maurício Vieira, pela cobertura especial, que incluiu a matéria Rompe Barragem
- o cinegrafista Maurício Vieira, pelo trabalho independente de fotografias da tragédia feitas pelo celular, durante a cobertura da tragédia
- a equipe do Jornal Brasil de Fato, em especial a editora Joana Tavares, representada pelo jornalista João Paulo Cunha, pela cobertura especial da tragédia
- a equipe da Rádio Itatiaia, representada pela jornalista Edilene Lopes, pela cobertura especial da tragédia
 – o jornalista Daniel Camargos e a equipe do website Puntero Izquierdo (financiado por leitores), pela reportagem especial A estranha mania de ter fé na vida  https://medium.com/puntero-izquierdo/estranha-mania-de-ter-f%C3%A9-na-vida-996520b8ed6e
- o projeto de comunicação “A Arte Nunca Esquece“, elaborado pela Panamericana Escola de Arte e Design e pela agência Almapbbdo, em especial o artista Marcelo Tolentino, pela iniciativa de registrar a tragédia através da arte e de propor uma ação pública para amparar as vítimas da tragédia, ao expor pinturas feitas com a lama de Mariana no caminho do Congresso Nacional
 
Pelo projeto de comunicação sensível e inspirador, cuja renda da venda de revistas é destinada para projetos de tratamento de crianças com câncer e de desenvolvimento educacional de crianças jovens:
- a Revista Sorria, da Editora Mol, representada pela jornalista Roberta Barbieri

 

homenageados

Cecília Alvim (IVE Minas), Márcia Cruz (jornal Estado de Minas), Daniel Camargos (site Puntero Isquierdo), Edilene Lopes (rádio Itatiaia), Judy Rodgers, Renato Franco (Rede Minas), Débora Junqueira (IVE Minas), Paula Fabiano (IVE Minas) e Maurício Vieira (Rede Minas) durante a entrega do Reconhecimento IVE de Jornalismo pela cobertura da tragédia de Mariana.

 

Imagens e Vozes de Esperança
 
Para os organizadores do evento no Brasil, a visita da diretora do IVOH, neste momento em que o país vive tempos difíceis, foi um alento e uma inspiração para que as pessoas repensem a mídia como um instrumento para a transformação da realidade. “O Seminário IVE foi um evento construído com muito carinho a muitas mãos voluntárias e amorosas. Estar ao lado de Judy Rodgers, de todos os palestrantes, homenageados e participantes, todos em prol do propósito de se fazer uma comunicação mais construtiva, foi uma experiência maravilhosa! Que sempre sejamos cada um, onde quer estejamos, uma imagem e voz de esperança”, convidou a comunicadora Paula Fabiano, da coordenação do IVE Minas. 
 
Em breve, novos encontros e iniciativas IVE virão! Contribua com suas ideias e ações, e fique conectado conosco através desse site, da nossa fanpage ou do email iveminasgerais@gmail.com ou contato@ive.org.br.
 
Informações sobre o IVE/IVOH no mundo em www.ivoh.org
 

Material de apoio deste evento

Os vídeos e textos exibidos por Judy Rodgers durante o seminário podem ser encontrados aqui.

facebook-imgGalerias de Fotos

A cobertura fotográfica completa da passagem de Judy Rodgers pelo Brasil você confere na fanpage do Movimento Imagens e Vozes de Esperança no Facebook

 

Álbuns: 

=> Dia 8, São Paulo: palestra “Criando Confiança na Comunicação…”
=> Dias 9, 10 e 11, Igarapé (MG): seminário nacional  “Comunicação Construtiva…”
=> Dia 12, Belo Horizonte: palestra “Liderança que inspira resiliência e faz a diferença” para líderes e convidados das empresas ArcelorMittal, Fiat (FCA) e Vale

 

 

Criando Confiança na Comunicação

15 de setembro de 2016
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Judy Rodgers

“Para não sermos absorvidos pelo colapso, precisamos olhar para o que está emergindo” Com essa mensagem Judy Rodgers, fundadora do movimento IVE – Imagens e Vozes de Esperança, fundamentou seu discurso no Seminário “Criando Confiança na Comunicação”, que reuniu, no dia 8 de setembro, na Escola Superior de Propaganda e Marketing em São Paulo, 110 pessoas para dialogarem, com ela e os convidados Heródoto Barbeiro, jornalista e apresentador do Jornal da Record News e do portal R7 e Christina Carvalho Pinto, fundadora e presidente do Grupo Full Jazz de Comunicação, sobre a nossa atenção com a comunicação que nos chega.

Segundo a norte-americana Judy Rodgers, existem duas energias atuando hoje no universo: “Uma energia é descendente e manifestada por um sistema fraco, sendo visível nas mudanças climáticas, nas empresas, no processo político, na poluição da água e do solo. Mas há outra energia que é ascendente, construtiva e curativa e esta, por ser mais sutil, não é fácil de se ver”. Desse modo, Judy chamou nossa atenção “para não sermos absorvidos pelo colapso”, pela energia descendente, mas levarmos nossa atenção para o que está emergindo. Porém, para isso, “precisamos ser bons observadores”, reforça Judy.

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Heródoto Barbeiro

Sendo assim, para Heródoto Barbeiro “uma mente sossegada ajuda a fazer o melhor jornalismo, eu posso olhar para o código de ética e retratar melhor o que acontece na sociedade.” Barbeiro explicou que “quando minha mente está mais calma eu consigo me perguntar: Será que isso é verdade? Será que esse fato realmente aconteceu?” Segundo o jornalista, essa é a forma mais simples de construir confiança e obter a transparência nas notícias, pois “espalhar notícias na rapidez do mundo digital sem discernimento e sem checar a veracidade dos fatos causa mal-entendidos que afetam a confiança”. Sendo assim, “precisamos colocar rédea curta na mente”, concluiu.

Os nossos propósitos

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Christina Carvalho Pinto

“Escolhas duras devem ser feitas em tempos de crise, mas não podemos abrir mão dos nossos propósitos”, disse a presidente do Grupo Full Jazz ao se referir sobre os tempos que vivemos de grandes consumos. Christina Carvalho Pinto sustentou a reflexão desse novo olhar na comunicação, pela forma como nos defrontamos com o desafio de “não estimularmos o consumo do que faz mal à saúde das pessoas”. “Não julgamos, simplesmente deixamos de fazer o trabalho”, enfatizou.

Para ilustrar sua narrativa, Christina comentou sobre uma pesquisa onde 40% das pessoas responderam que a educação se faz através de processos midiáticos e 30% respondeu que são as escolas que educam. A constatação foi a de que a mídia é a maior educadora e, portanto, a pergunta que Christina colocou aos presentes foi “Estou educando ou deseducando?

Editando o mundo

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Tony Marlon e Paula Kim

Na segunda parte do evento, o jovem jornalista Tony Marlon abriu a discussão em torno da crise não ser de tecnologia e reforçou a exposição de Christina ao confirmar que temos uma crise de narrativa. Segundo ele, quando escolhemos uma palavra estamos editando o mundo. Sendo assim, Tony questionou sobre “o que acontece com as pessoas quando elas escutam a mídia? A pergunta é: Como podemos comunicar de forma que o impacto das nossas histórias impacte o mundo?” Quem respondeu a essa pergunta foi a cineasta Paula Kim, que relatou a experiência do processo de criação de um site de conscientização sobre transtornos alimentares em meninas de 10 a 13 anos. Porém, a conclusão dessa edição emergiu da plateia, com o questionamento: Como alguém pode falar de algo tão forte e de forma tão delicada?

O Diálogo “Criando Confiança na Comunicação” foi uma iniciativa do IVE – Imagens e Vozes de Esperança e da Organização Brahma Kumaris. A organização ficou a cargo da Abradi SP, BMofeoli, Ecos do Meio, Estúdio Boreal, Full Jazz, Ponte a Ponte, Radio Positiva e Reconectando Valores com apoio da ESPM e Startrek. O IVE nasceu em 1999 em Nova York a partir da reflexão sobre o impacto social que profissionais de comunicação exercem na sociedade mediante as imagens e palavras que escolhem transmitir no exercício da vida profissional.

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Equipe IVE SP

 

A galeria de fotos deste evento você encontra no fanpage do IVE.

 

Judy Rodgers chega ao Brasil

6 de setembro de 2016
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Norte-americana e especialista em comunicação e motivação de lideranças, Judy Rodgers chega ao Brasil para falar de uma mídia que restaure a confiança em tempos de ruptura. Ela passará por São Paulo e Minas Gerais para encontros com profissionais de comunicação e líderes empresariais

Judy Rodgers

“Queremos ver exclusivamente o mundo que está desmoronando ou colocar nossas luzes no novo mundo que está nascendo? Este é o poder da mídia, que pode colocar os refletores no que lhe interessa” Judy Rodgers

Judy Rodgers é diretora fundadora do Images and Voices of Hope (IVOH), uma organização de mídia global que visa reforçar o papel da mídia como uma força para resgatar a grandeza dos cidadãos e da sociedade. Ela vem ao país para falar sobre a importância de rever a narrativa em tempos de crise. Desde 2013, ela se debruça em uma reflexão profunda sobre o gênero da “Narrativa Restaurativa”, definida por alguns profissionais de mídia e acadêmicos norte-americanos como uma investigação honesta e sustentável que revela oportunidade em tempos de ruptura.

Ela será a palestrante internacional do Diálogo IVE “Criando Confiança na Comunicação”, que acontece na capital paulista no dia 8 de setembro e do Seminário Nacional “Comunicação Construtiva – criando narrativas em tempos difíceis”, em Igarapé, MG, de 9 a 11 de setembro. Neste, estará ao lado de grandes nomes da comunicação como João Paulo Cunha, Leila Ferreira, Ângela Carrato, Roberto Baraldi, Rafael Correa e Christina Carvalho Pinto.

Já na segunda-feira, dia 12, fundamentada na técnica conhecida como Appreciative Inquiry,  Judy realizará palestra exclusiva, com o tema “Liderança que inspira resiliência e faz a diferença“, fechada para convidados das empresas ArcelorMittal, FCA e Vale.

 QUEM É JUDY RODGERS

Há mais de 15 anos, trabalhou em empresas de comunicação (Twentieth Century Fox, CBS, Video Publishing House) traduzindo as ideias de autores e líderes do pensamento em filmes. Em 2003, tornou-se a diretora-fundadora do Centro de Negócios como Agentes de Benefício Mundial da Case Western Reserve University.

Em 2009, foi coautora do livro sobre altruísmo intitulado “Algo Além da Grandeza” e publicado no Brasil pela Editora Integrale. Trabalha como consultora e treinadora com base em narrativas fortalecedoras para criar mudança individual e de todo o sistema.

Ela é uma consultora de prestígio internacional, trabalhou durante anos no MIT e depois com o professor David Cooperider, e colaborou no desenvolvimento da técnica conhecida como Appreciative Inquiry, um processo de desenvolvimento corporativo de engajamento de stakeholders em processos de mudanças. É uma técnica baseada na ideia de que as organizações e instituições mudam em função das perguntas que se fazem, conseguindo, através deste método, revelar habilidades e potencialidades ocultas pelos problemas e dificuldades do cotidiano.

Atualmente, Judy Rodgers é a diretora fundadora da Images and Voices of Hope (IVOH), uma organização midiática global que busca fortalecer a mídia como um poder positivo. Desde 2013 ela tem coordenado uma pesquisa sobre narrativas restauradoras no âmbito do IVOH, com sede no estado de Nova York, EUA.

Há 20 anos utiliza a meditação Raja Yoga como uma ferramenta para investigar como a qualidade da consciência afeta os pensamentos, visão e experiência do mundo. Judy dá suporte a vários projetos internacionais da Organização Brahma Kumaris e vive em Catskill, estado de Nova York.

O QUE JUDY PENSA SOBRE:

Mundo

“A história nos conta que colapsos – pequenos e grandes – são catalisadores para o surgimento de uma nova ordem mundial. Eu acredito que as sementes do novo mundo estão vivendo em meio ao caos e cacofonia do velho. Cabe a nós desenvolvermos a capacidade de vê-las pelo que elas são.”

Imagens negativas
“Imagens negativas podem rasgar o tecido da nossa complacência e introduzir uma consciência súbita que nos move para a ação. No entanto, embora uma imagem negativa possa ser um poderoso agente de transformação, um fluxo excessivo de imagens negativas tem o efeito oposto de entorpecer quem vê e de nos fazer recuar em medo e desamparo.”

Imagens e Vozes de Esperança – IVE
“O IVE nos dá uma oportunidade de nos reunirmos para refletir sobre o impacto das nossas mensagens e imagens e sobre o que poderíamos fazer coletivamente se nós pensássemos na mídia e nas artes não meramente como negócios, mas como agentes para o benefício do mundo.”

Mídia
“Se a mídia tem a capacidade de contribuir para a violência, raiva e medo do passado, ela certamente tem a capacidade de contribuir para a paz, compaixão e coragem no futuro. Este tipo de mudança não acontece através de proclamação. Ela acontece porque milhares de artistas, profissionais da mídia e jornalistas assumem um compromisso de dedicar a si e seu trabalho a serem agentes de benefício para o mundo.”

Narrativa restaurativa
“A narrativa restaurativa é invocada em momentos de trauma no qual as pessoas tenham perdido algo ou tudo – seu senso de autovalor, conexão com a comunidade, sentimento de proteção, esperança no futuro. É isso que esperamos restaurar.”

O que é o IVE?​

O IVE surgiu em Nova York em 1999, a partir da reflexão sobre o impacto social que homens e mulheres de comunicação exercem na sociedade mediante as imagens e palavras que escolhem transmitir no exercício da vida profissional. O IVE incentiva diálogos entre pessoas das mais diversas áreas da comunicação a encontrarem caminhos para uma mídia de soluções e de transformações benéficas para o mundo.

A pergunta que engaja os participantes é: Que impacto o meu trabalho está criando na mente e nos sentimentos do leitor, do espectador, do consumidor? Não se trata de superficialidades – fingir que as coisas ruins não acontecem. É sobre cultivar os espíritos que têm a qualidade da compaixão e generosidade, e a visão que pode mostrar o que há de melhor no mundo – mesmo em situações difíceis.

O IVE foi criado como uma iniciativa da Brahma Kumaris World Spiritual Organization, do Center for Advances in Appreciative Inquiry e da Visions of a Better World Foundation. O IVE é promovido globalmente pelo Images & Voices of Hope e no Brasil pela Organização Brahma Kumaris.

SERVIÇO 

Diálogo IVE “Criando Confiança na Comunicação” com Judy Rodgers
Local: Auditório Aylza Munhoz, ESPM
Rua Joaquim Távora, 1240, São Paulo
Data: 8 de Setembro
Horário: das 9h30 às 13h
Iniciativa: Imagens e Vozes de Esperança e Organização Brahma Kumaris
Organização: ponteAponte, Ecos do Meio, ABRADI SP, Rádio Positiva, Estúdio Boreal, Belise Mofeoli, Reconectando Valores
Apoio: ESPM e Startrek
ESGOTADO! Inscrições abertas para acesso virtual (webnário)

 

Seminário Nacional “Comunicação Construtiva – novas narrativas em tempos difíceis” 
Local: Hotel Fazenda Igarapés/MG (a 45 km de Belo Horizonte)
Data: 9, 10 e 11 de setembro
Realização: Imagens e Vozes de Esperança e Organização Brahma Kumaris
Apoio:  Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, Revista PON, Gravasom, Árvore Comunicação e Hotel Fazenda Igarapés
Informações: iveminasgerais@gmail.com / (31) 9 9957-1088
ÚLTIMAS VAGAS! INSCRIÇÕES ONLINE

 

Palestra: “Liderança que inspira resiliência e faz a dirença
Dia 12 de setembro
Evento exclusivo para líderes da ArcelorMittal, FCA e Vale – fechado para convidados

Comunicadores de todo o Brasil vão se reunir em Minas Gerais em um seminário por uma comunicação mais construtiva. Participe!

18 de julho de 2016
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A rede internacional Images and Voices of Hope (IVOH) comunica que, a exemplo do encontro realizado em Nova York anualmente, acontecerá em Minas Gerais o “Seminário IVE Brasil”, um diálogo internacional sobre comunicação e o papel transformador da mídia.

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PROPÓSITO DO EVENTO

O objetivo principal do seminário será promover um diálogo inspirador e transformador entre profissionais de mídia de variados tipos e veículo, além de artistas, escritores e cineastas.

O encontro propiciará aos participantes compartilhar histórias e experiências e refletir sobre os impactos que as mensagens têm sobre as comunidades. Um dos temas que será abordado será a narrativa restaurativa, uma nova abordagem que se concentra em contar histórias de recuperação, restauração e resiliência em tempos difíceis.

Um dos exemplos será a respeito da cobertura da mídia sobre a tragédia ocorrida na região de Mariana – MG, em 2015, quando pessoas morreram, comunidades e biomas foram afetados, e cidades foram destruídas após o desmoronamento de uma barragem da mineradora Samarco. Como produzir narrativas construtivas em situações como essas?

A comunicação em tempos difíceis no ambiente corporativo, nas artes, na literatura, na publicidade e propaganda também serão abordados.

A QUEM SE DESTINA

O evento, destinado às pessoas das áreas da comunicação, artes e demais interessados em refletir sobre o papel da mídia e de como gerar conteúdos construtivos em diferentes contextos, contará com a ilustre presença da fundadora e coordenadora da rede internacional: Judy Rodgers.

O público principal será de jornalistas, relações públicas, radialistas, fotógrafos, designers, publicitários, produtores de conteúdo multimídia, comunicólogos em geral, além de artistas, escritores e cineastas.

 

logo_hfi   Tema: “Comunicação Construtiva – Novas narrativas em tempos difíceis”

   Quando: 9, 10 e 11 de setembro de 2016

    Onde: Hotel Fazenda Igarapés/MG (a 45 km de BH, próximo a Inhotim)

Valor do investimento (INCLUÍDO hospedagem em quarto duplo e alimentação natural): R$ 590 à vista ou R$ 600 parcelado

Mais informações através do e-mail iveminasgerais@gmail.com ou do celular (31) 9 9957-1088

 

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Caso prefira, você pode:


 

PALESTRANTES  CONFIRMADOS

 

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Judy Rodgers é a diretora fundadora do IVOH – Images and Voices of Hoje. Durante mais de 20 anos, trabalhou em diversos veículos de comunicação norte-americanos. Desde 1997 é consultora independente, enfatizando o poder do diálogo para apoiar a inovação social e individual, a mudança em toda a comunidade e todo o sistema. Seu foco principal hoje é o constante estudo sobre a dimensão interior da vida e a maneira como a nossa consciência afeta a nossa visão e nossas ações no mundo.   

 

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LEILA FERREIRA  

Leila Ferreira é formada em Letras e Jornalismo, com mestrado em Comunicação pela Universidade de Londres. Foi repórter da Rede Globo Minas e durante dez anos apresentou o programa Leila Entrevista, na Rede Minas e TV Alterosa, por onde passaram 1,6 mil entrevistados. É autora best-seller dos livros Viver não dói, A arte de ser leve e Mulheres: por que será que elas…?, publicados pelo selo Principium da editora Globo Livros.

 

 

j-pauloJOÃO PAULO CUNHA  

João Paulo Cunha, jornalista que representa uma forte tradição humanística no jornalismo mineiro. Formado em filosofia, psicologia e jornalismo, é um dos profissionais mais respeitados, articulador de amplo diálogo com a universidade, trazendo para o jornalismo espaços de reflexão e promovendo leituras críticas e aprofundadas sobre a cultura. No jornal Estado de Minas, era editor-chefe do “Caderno de Cultura”, do “Caderno de TV”, do “Divirta-se” e do suplemento “Pensar”, que circula aos sábados. Sua coluna, “Olhar”, era leitura obrigatória para intelectuais, artistas e todos os leitores que cultivam o texto crítico, o olhar aprofundado sobre os mais variados temas do pensamento brasileiro. 

 

  angelaÂNGELA MARIA CARRATO DINIZ  

Ângela Carrato é jornalista, mestre e doutora em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB). Possui também formação em Psicanálise.Foi professora da Pontifícia Católica de Minas Gerais (PUC-MG) de 1983 a 1986. Implantou e dirigiu a sucursal do Diário do Comércio em Brasília. Desde 1989 é professora do Departamento de Comunicação Social da UFMG. Dirigiu a Fundação TV Minas, Cultural e Educativa (Rede Minas de Televisão), tendo acumulado no período (2003-2005), sua direção de Programação. Coordenou a Comunicação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (2006-2010). Ficou em segundo lugar no Prêmio Internacional América do Sul (2005), promovido pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil e pela Fundação Alexandre de Gusmão, sobre o Tema Integração da América do Sul. No momento dedica-se ao projeto de Ensino, Pesquisa e Extensão Estação Liberdade e ao blog de mesmo nome.   

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CHRISTINA CARVALHO PINTO  

Christina Carvalho Pinto é uma das maiores lideranças na criação de novas visões para marcas e para o universo da mídia, aliando o poder das ideias ao poder da consciência. Empresária, estrategista, comunicadora e, acima de tudo, revolucionária.   Primeira mulher na América Latina a presidir um mega grupo multinacional, o Grupo Young & Rubicam, que liderou como sócia durante sete anos. Presidente e sócia do Grupo Full Jazz de Comunicação. Líder da plataforma multimídia Mercado Ético, sobre sustentabilidade.    

 

baraldiROBERTO BARALDI  

Roberto Baraldi é jornalista desde 1980. Foi repórter e editor dos jornais Diário do Grande ABC, O Estado de São Paulo, Gazeta Mercantil e Gazeta Mercantil Latino-Americana. Foi editor-associado da Editora Brazil Now, especializada em publicações sobre o Brasil para o exterior. Foi assessor de imprensa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e atualmente coordena a Assessoria de Imprensa e Produção de Conteúdos da Fiat Chrysler Automobiles para a América Latina. É diretor do Capítulo Minas Gerais da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje).      

 

RAFAEL ARAUJO  

Jornalista, com especialização em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral. Fundador e Diretor Executivo da Árvore Gestão de Relacionamento, agência de relações públicas. É um defensor do relacionamento com comunidade como ferramenta de engajamento entre empresas e seus stakeholders.        

 

 

PARTICIPAÇÃO VIRTUAL   

 

downloadANDRÉ TRIGUEIRO   André Trigueiro é repórter na Rede Globo, professor e escritor. Autor dos livros “Mundo Sustentável 2 – Novos Rumos para um Planeta em Crise” (2012) e “Mundo Sustentável – Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em transformação” (2005), “Espiritismo e Ecologia” (2009), “Viver é a Melhor Opção – A prevenção do suicídio no Brasil e no Mundo” (2015) e coordenador editorial e um dos autores do livro “Meio Ambiente no século XXI” (2003). É editor-chefe do programa semanal “Cidades e Soluções” , exibido na Globo News desde outubro/2006. É comentarista da Rádio CBN desde 2003, onde apresenta aos sábados e domingos o quadro “Mundo Sustentável”.  

 

 

PROGRAMAÇÃO  (sujeita a mudanças e/ou adaptações)

SEXTA-FEIRA, 9 DE SETEMBRO

18h // Credenciamento e boas vindas
19h30 // Jantar de confraternização 
20h30 // Palavras de boas vindas – Judy Rodgers

​SÁBADO, 10 DE SETEMBRO

7h30 // Meditação conduzida (opcional)

8h // Café da manhã

9h // PAINEL – NARRATIVAS RESTAURATIVAS – Judy Rodgers
10h45 // Intervalo – lanche
11h // Reflexões em grupos
12h30 // Almoço

Intervalo para recolhimento ou atividades de lazer​

15h // PAINEL – NOVAS NARRATIVAS EM TEMPOS DIFÍCEIS

15h // João Paulo Cunha – A mídia no Brasil
15h30 //  Estudo sobre a cobertura jornalística da tragédia de Mariana – Ângela Maria Carrato Diniz
15h45 // Relatos de jornalistas convidados sobre a cobertura da tragédia de Mariana
16h10 às 17h // Debate
17h // Entrega Reconhecimento IVE
17h30 // Intervalo – lanche
18h30 // Leila Ferreira – Palestra: Inspirações para novas narrativas
20h // Jantar​

DOMINGO, 11 DE SETEMBRO

7h30 // Meditação conduzida (opcional)

8h // Café da manhã​

8h45 // PAINEL – COMUNICAÇÃO CONSTRUTIVA​

Christina Carvalho Pinto (publicidade)
Roberto Baraldi (comunicação corporativa)
Rafael Araújo (relações públicas)
Revista Sorria (revista impressa)

Experiências IVE
André Trigueiro (participação gravada)
dentre outras

10h15 // Breve intervalo – café
10h30 // Diálogo apreciativo
12h // Reflexão final com Judy Rodgers
12h30 às 13h // Encerramento
13h // Almoço e despedidas

 
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Caso prefira, você pode:


 
IVOH = IVE
No Brasil, o IVOH é conhecido como IVE – Imagens e Vozes de Esperança. Um movimento que reúne comunicadores e artistas que buscam a construção e o incentivo de mídias que contribuem para uma visão mais apreciativa e equilibrada sobre os acontecimentos do mundo.
O IVOH foi fundado em Nova York, em 1999, através da iniciativa da jornalista americana Judy Rodgers, por meio do apoio da Brahma Kumaris Word Spiritual Organization, do Center for Advances in Appreciative Inquire e da Visions of a Better World Foundation.
 
MISSÃO DO IVE
A missão do IVE é fortalecer o papel da mídia como agente de benefício do mundo. Para isso, provoca diálogos e formações para os profissionais da mídia, para que reflitam sobre as escolhas que fazem ao produzir mensagens, notícias e informações que atingem e impactam, de diferentes formas, toda a sociedade. Assim, pretende gerar conteúdos construtivos que contribuam para elevar a confiança pública nas alternativas e soluções para os problemas da sociedade e amplificar a esperança humana para ações que promovam a justiça e a paz social.
 

Cartaz-encontro

Em visita ao Brasil, Judy Rodgers participa de palestra em São Paulo e seminário em Minas Gerais

4 de julho de 2016
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judyAs transformações da relação do público com os meios de comunicação, impulsionadas pela tecnologia e pela demanda crescente por transparência, ética e justiça, têm provocado inúmeras reflexões quanto à confiança na comunicação. Além disso, em tempo de redes sociais, somos cada vez mais responsáveis individualmente sobre o que e como publicamos nossas informações. No entanto, as grandes mídias ainda exercem grande impacto na sociedade pela como forma como atuam.

Por esta razão, Judy Rogers (ex diretora de programação da CBS/Fox Video e co-fundadora do Images and Voices of Hope – ivoh) terá um encontro com a publicitária Cristina Carvalho Pinto e o jornalista Heródoto Barbeiro na cidade de São Paulo, no qual compartilharão suas experiências positivas em suas áreas de atuação e seus desafios no fortalecimento do papel da mídia como agente de benefício para o mundo. Junto a esses nomes, serão apresentados exemplos de iniciativas inovadoras que vêm imprimindo um modelo humanizado e transformador na forma de se fazer comunicação.

Será oferecido um espaço para um debate sobre a comunicação que busca ser honesta intelectual, moral e socialmente e, sobretudo, inspirar novas formas de relacionamento com as grandes mídias e redes sociais, para com união criar uma mudança positiva através do trabalho dos comunicadores.

O encontro é voltado especialmente para pessoas que exercem a comunicação, seja através dos canais tradicionais de mídia de rádio, TV e impresso, seja através das mídias digitais em rede. Serão reunidos profissionais de jornalismo, propaganda, artes e estudantes, e todos aqueles que sentem-se co-responsáveis por uma mídia mais construtiva e confiável.

Um chamado mais do que apropriado, urgente para a recuperação de uma comunicação confiável e conciliadora, que contempla e neutraliza os extremos, e que possa contribuir muito para tecer uma nova ordem democrática, transparente e ética em todos os ambientes nos próximos anos. O objetivo principal da iniciativa será apontar um caminho restaurativo para a narrativa social.

O evento acontecerá no dia 8 de setembro de 2016, em São Paulo, no Auditório Prof Aylza Munhoz – ESPM, Rua Joaquim Távora, 1240 – Vila Mariana, das 10h às 13h.

Nos dias 9, 10 e 11 de setembro, Judy ministrará seminário nacional em Igarapé, próximo a BH.

SERVIÇO

Diálogo IVE
Criando Confiança na Comunicação
Experiências de comunicação transformadora
Quando:
8 de setembro
Onde: 
Auditório Prof Aylza Munhoz – ESPM, Rua Joaquim Távora, 1240 – Vila Mariana. São Paulo, capital
Horário:
10h às 13h
Evento gratuito. Necessário se inscrever online

 

Por uma mídia que traga empatia, engajamento e resiliência em tempos difíceis

9 de março de 2016
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Profissionais de diversas áreas (Economia, Jornalismo, Artes, Cenografia, Engenharia, Administração, Biologia, Marketing) se reuniram nos dias 28 e 29 de novembro de 2015 para refletir sobre o tema “Narrativa Restaurativa (NR) – como resgatar o humano de todos os lados da estória” que expressa fortalecimento, possibilidade e revitalização em tempos de ruptura. O encontro aconteceu na Vila Serra Serena  – sede de retiros daOrganização Brahma Kumaris  em Serra Negra, SP.

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Participantes do retiro

Utilizando o diálogo apreciativo e a meditação como ferramentas, as facilitadoras Rosa Alegria e Ana Lúcia de Castro guiaram a conversa durante o fim de semana. Rosa é mestre em Ciências em Estudos do Futuro pela Universidade de Houston, vice-presidente do Núcleo de Estudos do Futuro da PUC/SP, mobilizadora do IVE desde 1999 e co-fundadora do Movimento Midia da Paz. Ana Lúcia é coordenadora da escola da Brahma Kumaris em Laranjeiras (RJ), experiente professora de Raja Yoga e ponto focal do IVE na capital carioca.

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Para Rosa a NR é um conceito em construção, mas existem palavras que podem expressar seu significado. São elas: restauração, esperança, empatia, engajamento, resiliência e futuro. Para isso é preciso um olhar diferente que traga mudança na comunicação tradicional. É preciso sair do estado de caos, trauma, desolador para um estado de resiliência e empatia. As pessoas não são apenas consumidoras de conteúdo. A NR mobiliza a fazer bater o coração, a coparticipar. Rosa citou o sociólogo Fred Polak: “a ascensão e queda das culturas foram consequências de suas imagens de futuro. Imagens positivas fizeram florescer as culturas, imagens decadentes fizeram destruí-las.”

A NR é orientada na direção do futuro, traz esperança, nutre sonhos e abre caminhos para escolhas. Enquanto a maioria das histórias dá foco ao que foi e ao que nos trouxe até aqui, a narrativa restaurativa dá atenção ao que está por vir. Busca soluções para o conflito e os desafios apresentados. Procura investigar como as pessoas respondem.

O ser e a mídia 

Ana Lúcia ressaltou que o preparo interno antecede a mudança que queremos promover. Ela fez as seguintes perguntas ao grupo: Quem pensa, fala e atua? Quem critica e elogia? Quem conecta, desconecta e reconecta? Quem sou eu e quem é você? Segundo Ana Lúcia, precisamos ir além da superfície para entendermos a alma e a matéria, a consciência de ser o ator e o personagem. Aquele que cria, e seu reflexo, a luz e a sombra.

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Ela relembrou as palavras de Dadi Janki, coordenadora mundial da Brahma Kumaris, que recentemente completou 100 anos: “Os seres humanos criaram o mundo como ele está hoje. Portanto, está em nossas mãos mudá-lo, caso este seja nosso desejo. Tudo depende da nossa consciência, dos nossos corações.”

E qual o papel da mídia – só informar ou ser um agente de transformação? Como resgatar o humano de todos os lados da estória, se me desconheço? E, em vez de ser o jogador me torno a bola? Estas questões foram aprofundadas e vivenciadas durante o retiro.

O que mudou no mundo e no IVE?

O grupo foi inspirado a fazer um brainstorm sobre o que mudou no mundo em 16 anos de IVE. Em 1999, o mundo ia acabar mas não acabou. Em 2000, surgiu o Google, a informação imediata, o Wikipédia. Em 11 de setembro de 2001, houve o choque que abalou o mundo. A guerra no Iraque e Afeganistão; as redes sociais e o jornalismo digital em 2005; a devastação ambiental e o aquecimento global (Al Gore) eram verdade; os desastres ambientais (Tsunami, Katrina); a morte de Tim Lopes; smartphones; a era da colaboração; diversidade e intolerância; crime organizado; morte do Toninho do PT em 11 de setembro de 2011; morte do Prefeito de Campinas. Hoje estamos (quase) todos conectados, mas temos medo. Vivemos na correria. Experimentamos seca e escassez. O mundo colaborativo se tornou uma realidade. Buscamos o sentido da vida.

O IVE, que nasceu em meados de 1999, foi uma semente no caos. Nessa época, o IVE colocava o foco no que floresce, no construtivo. Buscava inspirar a mídia a ter mais equilíbrio ao noticiar e acabar com a crença que só notícia ruim vende. Era a onda das “boas notícias”. E Judy Rodgers, diretora fundadora do movimento, dizia: “Será que a mídia só tem que dar a notícia? Não, ela tem que transformar.” E para transformar é preciso um olhar mais apreciativo sobre o que está acontecendo ao nosso redor. Ressaltar as histórias de esperança, porque elas existem.

No entanto, a intensidade crescente dos fatos pediu uma nova reflexão sobre como narrar histórias de grande impacto, e até traumáticas, com uma perspectiva restauradora e resiliente. Nesse contexto, desde 2012, o IVE tem explorado o significado e a aplicação da NR na mídia.

O que o grupo pensa sobre a NR?

Na NR você se põe no lugar do outro e considera o princípio do presente alongado. Não apenas relata o fato, mas acompanha os desdobramentos e principalmente como os protagonistas da história conseguiram se recuperar do trauma. Eu vou aprofundar sua história. Eu me coloco no lugar do outro. Existe uma narrativa e existe um ser que tem o poder de transformar.

O jornal deveria ser o guardião dessas histórias. E o que é comum nessas histórias? (1) O poder de transformar. (2) As biografias pessoais e públicas. (3) O jornalismo investigativo, que deve ser preservado. (4) Os impactos em longo prazo. (5) Não estereotipar a comunicação. (6) Suspender o julgamento.

O grupo concluiu que a NR vai muito além da mídia quando consideramos que “todos nós somos mídia”. Somos mídia quando postamos nas redes sociais. Somos mídia quando contamos algo para alguém. E somos narradores restauradores quando conseguimos dar uma notícia triste para alguém sem destruir seu poder de agir.

 

Apesar do diálogo, os participantes ainda revelaram muitas duvidas sobre o significado e aplicação da NR. Uma série de perguntas foi então enviada à Judy Rodgers. Veja a seguir:

Grupo IVE: A narrativa restaurativa parece estar mais restrita ao jornalismo. Mas e sobre as outras categorias (publicidade, artes, comunicação, teatro, etc)? Como podemos aplica-la em outras expressões? Quais são elas?

Judy: Nós acreditamos que a narrativa restaurativa​ se aplica a qualquer gênero de mídia que tem um componente de narrativa. Este ano nosso programa de bolsas irá incluir outras mídias e teremos a chance de ver alguns exemplos de narrativa restaurativa em outras mídias.

Grupo IVE: O que eu quero restaurar?

Judy: A narrativa restaurativa é frequentemente invocada em momentos de trauma no qual as pessoas tenham perdido algo ou tudo – seu senso de autovalor, conexão com a comunidade, sentimento de proteção, esperança no futuro. É isso que esperamos restaurar.

Grupo IVE: Como queremos praticar isso?

Judy: A narrativa restaurativa é uma postura que um praticante de mídia teria no desenvolvimento da história que está no coração do seu trabalho. Para um indivíduo que tenha experimentado algum tipo de “retrocesso” ou crise isso poderia ser uma história interior na mente ou no coração.

​​Grupo IVE: E a nova mídia (mídias sociais)?

Judy: Pesquisas sugerem que as mídias sociais, em particular, favorecem posturas restaurativas em suas mensagens.

Grupo IVE: Se considerarmos a narrativa restaurativa como uma atitude, sua aplicação poderia ser expandida?

Judy: É claro. ​

Grupo IVE: Como a narrativa restaurativa é considerada no Images and Voices of Hope? Seria uma ferramenta? Uma causa? Uma campanha? Uma filosofia? Uma técnica?

Judy: A narrativa restaurativa pode ser mais bem entendida como uma plataforma para abordar narrativas ou histórias. Uma vez que a mídia está no negócio de contar histórias, ela é útil para aqueles da mídia como uma abordagem para o desenvolvimento de narrativas em seus trabalhos. Não é uma causa. Não é uma campanha. Eu não a vejo como uma ferramenta ou uma técnica. É uma forma das pessoas de mídia abordar seu trabalho.

Grupo IVE: Quem serão as vozes inspiradoras desse conceito?

Judy: Aqueles que encontram maneiras de trabalhar com histórias difíceis de forma que eles possam mover outros em direção a um senso de possibilidade, uma postura positiva e esperançosa diante do futuro serão as vozes inspiradoras. Os meios de comunicação que favorecerem essa postura para seus escritores, jornalistas, produtores também serão vozes inspiradoras deste conceito. ​

Grupo IVE: A narrativa restaurativa pode ser aplicada em eventos na área de marketing?

Judy: No grau que esses eventos na área de marketing tenham um componente de narrativa – tanto explícito ou sutil – isso pode ser aplicado ao marketing.

IVE

Imagens e Vozes de Esperança é um projeto internacional que inspira profissionais de mídia a ter uma visão mais apreciativa e equilibrada dos acontecimentos do mundo. Foi fundado em Nova York, em 1999, como uma iniciativa da Brahma Kumaris World Spiritual Organization, do Center for Advances in Appreciative Inquiry e da Visions of a Better World Foundation. O IVE é promovido globalmente pelo Images & Voices of Hope e no Brasil pela Organização Brahma Kumaris. 

“Queremos ver exclusivamente o mundo que está esmoronando ou colocar nossas luzes no novo mundo que está nascendo? Este é o poder da mídia, que pode colocar os refletores no que lhe interessa”  Judy Rodgers

31 de dezembro de 2015
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Evento reúne jornalistas e artistas esta semana em BH

30 de outubro de 2015
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Narrativas restauradoras – uma nova perspectiva para a comunicação” é o nome do encontro que a rede IVE – Imagens e Vozes de Esperança promove no dia 1º de setembro, terça-feira, às 19 horas, na Casa do Jornalista. À frente do evento estará Débora Junqueira, jornalista com especialização em telejornalismo e gestão de políticas públicas para as mulheres.

O objetivo do encontro, explica Débora, é refletir sobre um novo gênero de jornalismo que se concentra em histórias de recuperação, restauração e resiliência em tempos difíceis. O tema é foco de estudos nos Estados Unidos, apoiado pelo Images and Voices of Hope (IVOH), uma rede internacional de comunicadores e artistas.

Débora é coordenadora de Comunicação do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas), membro da coordenação do núcleo mineiro do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, participante da rede Imagens e Vozes de Esperança (IVE Minas) e ex-diretora da Casa do Jornalista.

A entrada é franca. Confirme sua presença através da página do evento no Facebook.

Serviço:
Narrativas restauradoras – uma nova perspectiva para a comunicação
Data: 1º/09, terça-feira
Horário: 19 horas
Local: Casa do Jornalista, avenida Álvares Cabral, 400
Entrada gratuita.

Comunicadores refletem sobre o papel transformador da mídia

11 de setembro de 2015
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A rede Imagens e Vozes da Esperança de Minas Gerais (IVE Minas) realizou no dia 1º de setembro, o diálogo “Narrativas Restauradoras – uma nova perspectiva para a Comunicação”, com a jornalista Débora Junqueira, coordenadora de comunicação do Sindicato dos Professores (Sinpro Minas) e ativista do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé. O encontro foi realizado na Casa do Jornalista, em Belo Horizonte, e reuniu jornalistas, publicitários e estudantes de comunicação.

O objetivo do encontro foi apresentar e descrever as principais características deste novo gênero de jornalismo que se concentra em contar histórias de recuperação, restauração e resiliência em tempos difíceis. Esse é um tema em estudo nos Estados Unidos, apoiado pelo Images and Voices of Hope(IVOH), uma rede internacional de comunicadores e artistas. Em junho, a jornalista Débora Junqueira participou do encontro da Cúpula do IVOH, em Nova Iorque, onde divulgou as experiências positivas com as mídias do Sindicato dos Professores como a revista Elas por Elas e o programa de TV Extra-Classe.

2015-09-01-19-31-08Para a jornalista Maria Cecília Alvim, coordenadora do IVE Minas, a proposta do estudo contribui para uma formação mais educativa para a mídia, que nos faz repensar a nossa profissão, o impacto que causamos na sociedade e em nós mesmos quando contamos uma notícia. “Há muito mais histórias e imagens para mostrar. Não é só reportar o que acontece no mundo. O nosso papel é também promover mudanças, diálogos que possam inspirar as pessoas se transformarem positivamente, influenciando a transformação de outras pessoas”, afirmou.

Um dos princípios da rede é resgatar a verdadeira força da mídia como agente de transformação social e valorizar iniciativas onde os produtores de mídia têm um papel de agentes de benefício da humanidade. “A mídia deveria estar a serviço das causas comunitárias e não voltada para interesses pessoais ou de grupos econômicos e manipulação política. Há uma necessidade de crítica da mídia que chama a atenção para o que está errado e o que precisa ser melhorado, mas também há grande valor em mostrar conteúdos que atuam como uma força para a transformação da sociedade”, avaliou Débora Junqueira.

A jornalista compartilhou alguns aspectos do tema em estudo, explicando que uma narrativa restauradora é uma história que mostra como as pessoas e as comunidades estão aprendendo a reconstruir e recuperar depois de experimentar momentos difíceis como uma tragédia ou situação de pobreza, etc. “Estes tipos de narrativas, em vez de focar só no que está deteriorado, concentram-se no que está sendo reconstruído, levando às pessoas ou comunidade a uma ação positiva. Essas histórias podem ser contadas através do jornalismo, publicidade, documentário, fotografia e até em games”, explicou.

O grupo que participou do encontro foi convidado a fazer um diálogo apreciativo e expressar suas experiências com a mídia. “Esse compartilhar é importante como uma forma de ampliar nossas vivências e conhecimentos para a construção de uma mídia mais humana e empoderadora”, opinou a jornalista Adriana Borges.

Relacionamentos sustentáveis e o futuro que queremos

24 de outubro de 2014

“Relacionamentos Sustentáveis” é o tema da palestra que Jayanti Kirpalani – coordenadora da Brahma Kumaris nos países da Europa e Oriente Médio – ministrará em São Paulo, no dia 10 de Junho, às 19 h. O evento é gratuito e terá a participação especial da jornalista Leilane Neubarth; do professor Marcos Sorrentino e de Rachel Biderman, advogada, doutora em gestão pública e especialista em sustentabilidade.

 

A palestra acontecerá no no Auditório Di Cavalcanti do Hotel Intercontinental (Alameda Santos 1113). Mais informações pelo telefone 11-3864.3694 ou por e-mail: programasp@br.bkwsu.org

 

Logo em seguida, no dia 13 de junho, Jayanti (que também é e representante da Brahma Kumaris nas Nações Unidas em Genebra) estará em Belo Horizonte, ministrando a palestra “O futuro que queremos – alinhando consciência e ações”. O evento marca a celebração de 25 anos da BK em Belo Horizonte e 75 anos de atuação da BK no mundo. A palestra terá início às 20h e será realizada no Minas Tênis Clube 2 – Avenida Bandeirantes, 2323 – Mangabeira, BH. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui.

No Rio, a palestra de Jayanti será no dia 20 de junho, no Teatro Baden Powell – que fica na Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360. Para obter mais informações, basta escrever para riodejaneiro@br.bksu.org