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O olhar de uma designer brasileira na Cúpula 2019 do Images & Voices of Hope em NY

20 de agosto de 2019

Cristiane Konrath Ramires, 37, relata em entrevista concedida ao IVE como foi sua experiência ao participar dessa Cúpula, em junho, que reuniu mais de 80 profissionais ligados a mídia, comunicação, games e design em uma atmosfera totalmente propícia a insight. Ela nasceu em São Leopoldo, RS, e cursou a Faculdade de Comunicação Digital na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Viveu e trabalhou no Rio de Janeiro e hoje é uma UX designer (User Experience) residente em NYC com clientes em vários países.

O que a motivou a aceitar o convite para participar da Cúpula do Images & Voices of Hope (ivoh), em NYC?

Foram várias motivações, a vontade de fazer algo bom através do meu trabalho, algo que agregue e que realmente faça diferença na vida das pessoas. Poder fazer parte de um grupo de pessoas que são agentes de mudança, poder contribuir e me unir a pessoas com os mesmos objetivos, além de me tornar proativa no fazer o bem ao nosso planeta.

Como o evento foi estruturado? Uma reunião de profissionais preocupados com o futuro das narrativas humanas em uma “Vila de Paz”, sede de retiros da Brahma Kumaris em NY. Como foi essa combinação?

Os profissionais eram produtores de conteúdo como, roteiristas, cineastas, produtores de séries de TV, designers de games, jornalistas, fotógrafos e designers como eu. Por dois dias e meio, nos reuníamos em um salão para palestras, encontros de grupos de conversa e apresentações de projetos. Os dias começavam com meditação e yoga e terminavam com atrações artísticas. E toda a alimentação era vegetariana.

Workshop
Cúpula em Peace Village

Para mim, reunir estas pessoas nesta “Vila de Paz” foi uma excelente combinação, pois a atmosfera do ambiente e o propósito da Brahma Kumaris que sedia este evento são inspiradores e compatíveis com aquilo que o ivoh se propõe: fazer do nosso planeta um lugar de paz, aprendizado e amor.

De todas as histórias que você lá ouviu, qual delas causou mais impacto em você? Conte para nós.

Foram muitas histórias inspiradoras e transformadoras. Algumas delas se destacaram como o trabalho de um psicoterapeuta que, a partir de seu interesse pela religião e arte asiática, há oito anos trabalha com Neurofeedback para tratar sobreviventes de trauma e ajudar pessoas que não conseguiam meditar a aprender a fazê-lo com treinamento cerebral. É um trabalho que traz a arte japonesa de restauração de peças de louça em uma analogia com as cicatrizes visíveis das peças quando restauradas e as nossas cicatrizes. E também como a “peça” pode ter sua beleza e “função” mesmo depois de um evento traumático.

Ou mesmo o trabalho de uma artista e fotógrafa de Chicago que analisou o mapa da cidade e percebeu a disparidade social entre pessoas que moravam na mesma rua, porém em bairros com diferentes padrões sociais. A partir desta investigação, ela reuniu todos para uma conversa.

Mapa da segregação de Chicago

Ou ainda o trabalho de uma jornalista que coordena um projeto que ensina a escrita em prisões e realiza trocas de cartas entre estudantes encarcerados e escritores estudantes.

Muitos dos que estavam lá são bolsistas de Narrativa Restaurativa, ou seja, estão explorando com profundidade os mecanismos que regem esse tipo de narrativa. Nessas histórias que você destacou, deu para perceber se havia uma linha mestra tecendo os fatos?

Sim, era possível perceber isso. Posso assumir que todos os projetos nasceram a partir de um “problema”, algo que gerava algum tipo de desconforto, seja um trauma, uma catástrofe, ou uma situação difícil. A abordagem de cada um deles era a de transformar aquele que participasse refazendo sua história e lhe dando as ferramentas certas para seguir adiante.

Muitas vezes temos a vontade de ajudar, mas não sabemos como fazer. Este tipo de narrativa oferece um caminho possível, independente do formato que se escolhe para fazer. E habilita qualquer pessoa a fazer, através de um projeto social, de uma conversa, de uma matéria que se escreve, do momento da foto que se escolhe fazer, ou seja, é a lente que vamos escolher usar na história que vamos contar.

O tópico das últimas cúpulas do ivoh tem sido a Narrativa Restaurativa. Após esse fim de semana convivendo com vários profissionais experientes e jovens aprendizes desse novo jeito de contar histórias, o que você entende por Narrativa Restaurativa?

Eu entendo como um posicionamento. Qual é o meu posicionamento sobre algo? Como eu escolho fazer algo? Como vou contar tal história? Quando acontece um desastre natural, como eu escolho contar esta história? Qual a foto que eu vou publicar? É através de um olhar de aprendizado, de resiliência e cooperação? Ou um olhar apenas da tragédia em si, e que gera medo às outras pessoas que vão consumir estas informações? Como vai ser a série de TV ou o filme que eu vou produzir? Vou dar um desfecho inspirador e reconfortante sinalizando que apesar das dificuldades enfrentadas conseguimos dar a volta por cima a ponto de nos recompor, ou vou exibir algo a partir de um ponto de vista negativo? Ao ajudar pessoas em necessidade eu vou sanar um problema pontual ou darei o suporte para que esta pessoa se recomponha e retome sua vida com equilíbrio e dignidade? São estas perguntas que pairam sobre nós quando aprendemos a narrativa restaurativa. E por isso ela é tão poderosa, sustentável e transformadora.

Fale um pouco do seu trabalho em NYC e no mundo. Você se considera uma imagem de esperança?

Eu sou uma UX designer (User Experience) e meu trabalho é, basicamente, criar interfaces digitais amigáveis. No processo de design, considero esta etapa uma das mais bonitas, pois User Experience é pensar no usuário, na sua satisfação e conforto durante a sua interação. Quando eu desenvolvo uma interface fácil de usar, eu estou capacitando as pessoas a atingirem seus objetivos.

Atualmente eu moro e trabalho em NYC como designer freelancer para clientes de vários países. Alguns dos meus clientes são daqui de NYC e São Francisco, e outros do Brasil e Europa. Eu particularmente sou uma pessoa positiva e sempre procuro pelo melhor lado de cada situação. Tenho como intenção exercer um papel construtivo no meu trabalho, no dia-a-dia e na minha relação com as pessoas. Por isso, eu me considero uma imagem de esperança.

Há 20 anos, o movimento Imagens e Vozes de Esperança foi concebido para inspirar produtores de conteúdo. Mas hoje todos produzem ou distribuem conteúdos através das redes sociais. Poderíamos dizer que todos são mídia? Sendo assim, você acha que é possível expandir para as redes sociais essa onda construtiva e respeitosa face à crescente polarização e intolerância que testemunhamos hoje no mundo? Como?

Com certeza, todos são mídias. Sou partidária de quanto mais formatos melhor, não importa como se faça desde que façamos. Pode ser através de uma foto, de um tweet, de um texto longo ou curto, através do Facebook ou Instagram, um texto de blog ou no jornal de referência de cada país.

As redes sociais são uma grande oportunidade para espalharmos esta ideia, pois o consumidor de conteúdo mais jovem, em sua maioria, não está consumindo informação por meios tradicionais. Além disso, as pessoas, de um modo geral, se acostumaram a consumir informação a partir das mídias sociais. Portanto, precisamos preencher cada vez mais estes espaços com bons conteúdos.

Há alguns perfis no Instagram, por exemplo, que já fazem um trabalho muito positivo de curadoria de notícias escolhendo exibir eventos positivos, ao invés de tragédia ou fofocas. E a expansão de bons conteúdos para as redes sociais pode contribuir e muito na transformação da polarização e intolerância exagerada que testemunhamos nos dias de hoje, abrindo espaço para a aceitação do outro e do que é diferente de mim.

Um final memorável na Cúpula do ivoh de 2019 em Nova York

5 de agosto de 2019

por Judy Rodgers (fundadora do ivoh)

A edição de 2019 da Cúpula anual do ivoh (Images and Voices of Hope) que aconteceu de 20 a 23 de Junho ficou para trás. Nós fomos embora com novos amigos e conexões, e ecos de conversas que foram significativas, naturais e inspiradoras. Ainda estamos analisando essas riquezas e planejamos compartilhar os destaques com você nas próximas semanas. Por enquanto, lhe oferecemos um vislumbre da Cúpula que surgiu durante a apresentação de encerramento.

Há cerca de 25 anos, George Ella Lyon – poeta, escritor e professor de Kentucky – criou o projeto “Eu Sou De”. Ela construiu seu próprio poema a partir de uma lista de “Eu sou de” em sua própria vida e depois desenvolveu formatos que permitem que outros professores e escritores explorem suas próprias histórias.

Elissa Yancey, bolsista de Narrativa Restaurativa de 2015, foi inspirada pelo trabalho de Lyon e usou-o como parte do seu próprio projeto que contou a história de LaMonica Sherman e o Círculo Irmã – um grupo de mulheres que vive em Cincinnati e que encontraram maneiras de apoiar umas às outras.

Yancey e Sherman compartilharam sua história na Cúpula e com a ajuda de Yancey, montamos o nosso próprio poema-história “Eu Sou De”, construído a partir de uma parede de post-its preenchida de lembranças e momentos das vidas dos participantes da Cúpula. Então, em vez de construir um poema em torno da história de uma pessoa, construímos um poema em torno das experiências coletivas da comunidade ivoh.

Como um agradecimento e uma despedida, o seguinte poema foi criado pelos bolsistas de Narrativa Restaurativa de 2019 e seus orientadores. Eles se juntaram a Yancey e ao bolsista de 2017 – Ally Karsyn.

Eu sou de jantares de Domingo, piqueniques e acampar com a família

Eu sou couve e ervilhas de olhos pretos no dia de Ano Novo

De Cher e futebol no Dia de Ação de Graças

De acender a Menorá

Eu sou da natureza.  

Eu sou de passeios sem rumo e de ser um estiloso

Eu sou de morder as unhas, estourar espinhas e procrastinar

Eu sou de lavar os copos antes de você tomar um drinque – caso as baratas estivessem lá

De uma mãe judia e sopa de bola de matzá; de um pai católico e Natal

Eu sou de drogas e álcool e moderação em longo prazo.

Eu sou do Preto como um lugar

Eu sou do Inglês da Rainha, da economia dos “bicos” e de pessoas brancas

De “Se você não é holandês, você não é muito”, de que Flint é igual à família.

Eu sou do povo escolhido, o que não foi minha escolha

Eu sou de “esconde-esconde” e “o show deve continuar”

Eu sou de não é seguro ficar sozinho com minha família e

Eu não te entendi até que você me carregou

Eu sou de moedas de chocolate que valem cinco centavos, depois 10 centavos, depois 20 centavos

De segurar a mão trêmula do meu pai enquanto nossas vozes se juntavam em harmonia na missa

Eu sou da família da igreja, apesar de odiar a igreja; e “manter a fé”.

Eu sou de respirar, comer e dormir

De pular para a escola no meu canguru imaginário; de refrigerante e lanches após a escola

Eu sou de histórias para dormir, círculos de afirmação e músicas calmas e lentas antes de dormir

Eu sou de roupa de baixo “dias da semana”

De Bob James, Phyllis Hyman e mamãe cantando na cozinha no sábado de manhã

De Dan Rather na CBS News; meu pai ficava paralisado

Eu sou de finais de semana a patinar no gelo no Lago Kitimigundi; indo para a biblioteca e caças ao tesouro

De 11 tarefas semanais e vinho dandelion.

Eu sou de sushi, panquecas de milho mexicanas e peru de Ação de Graças; de torta quente e bolo de manteiga gooey (bolo tradicional de St. Louis, Missouri).

De melão, pêssegos, cobertura de chocolate feita em casa e cookies de aveia com passas

Eu sou de pão irlandês de soda, panquecas de leitelho, bolo de anjo e meia vaca.

De biscoitos roll-out, enlatados Spaghetti-Os e de jantares da Swanson TV

De sopa mexicana, culinária afro-americana do sul e qualquer coisa frita

Alcachofras, cogumelos morel, sopa de tartaruga e bolo de carne seca

Eu sou de sorvete – muito sorvete. 

Eu sou do cheiro de patê de fígado nas paredes

De torradas de canela, donuts de canela e pipoca

Eu sou do cheiro de grama cortada e gasolina enquanto meu pai, eu e meus irmãos aparamos a grama.

Da comida do papai, dos assados da mamãe e das roupas recém-lavadas

Eu sou do cheiro de frutas frescas, daiquiri no liquidificador e cachimbo do meu irmão.

Do leve cheiro de lixo limpo e da respiração do meu gato na cama

Do cheiro de desinfetante enquanto limpo a diarreia do meu cachorro no chão do porão

E cinco garotos grandes em uma casa minúscula.

Eu sou dos pinheiros e cera de vela e incenso na missa da meia noite.

De lilases e jacintos no jardim e o cheiro da chuva na primavera.  

Eu sou do som dos pardais, beija-flores, gaios-azuis e corujas; pererecas da primavera serenando à noite e pássaros flutuando melodias de manhã

Do som do vento nas árvores, cigarras, cachorros latindo, discos no toca-discos e mamãe e papai cantando.

Eu sou do zumbido da luz do banheiro, um jogo de beisebol no rádio, copos tilintando e a TV sempre ligada.

Eu sou do riso das crianças e do canto horrível do meu pai, que agora sinto falta. 

Eu sou de jogos na mesa da cozinha; de damas, monopólio, pega-varetas e pular corda

Eu sou de espirobol no quintal, paddleball no pátio da escola

De bola no telhado, esconde-esconde e Trapaça; Jacks, amarelinha e “Captain May I”, de bonecas de papel e Atari.  

Eu sou de aulas obrigatórias de piano – que eu odiava quando criança, mas sou grata como adulta.

De microfones abertos e improvisos no jardim

Eu sou de John, Paul, George e Ringo; Submarino Amarelo; dançar na sala de estar e tentar ganhar concursos no rádio

Da WNBC-AM na piscina, Tom Jones, Engelbert Humperdink e The Loving Spoonful; de Tommy James e os Shondells

Eu sou de Perry Como, Glen Campbell e os Monkees; Joni Mitchell e Leonard Cohen.

Eu sou de Duke Ellington e Charlie Parker. De Al Green e musica soul. Da Motown.

Eu sou das palavras a todas as músicas de Rodgers e Hammerstein, da música de big band do meu pai, das polcas dos meus avós e dos hinos dominicais da minha igreja.

Eu sou de Sting.  

Eu sou de “eu não estou gritando, eu estou falando alto”, “se você não pode dizer nada de bom, não diga nada”

De “ter boa aparência não quer dizer ser boa pessoa”, “faça seu plano, trabalhe seu plano” e “vá pegá-los, tigre”

Eu sou do meu avô me dizendo para ser confiante e escolher bem meus amigos; e minha avó dizendo: “é sempre melhor ser saudável e rico do que doente e pobre”.

Eu sou de “Um centavo por seus pensamentos” e “Você pode fazer qualquer coisa que possa imaginar” e “é assim que as coisas são”

Eu sou de “Não fale a menos que você possa melhorar o silêncio”, de “faça como eu digo, não como eu faço” e “Você pensa demais”

De “Sempre faça o seu melhor”, “É difícil ser bom o tempo todo” e “Se você tivesse outro cérebro, seria solitário”. 

Eu sou do medo de ficar em casa sozinha, de ser diferente, de ficar sem tempo.

De um medo de pessoas morrendo inesperadamente

Eu sou do medo da desaprovação, do medo de falar e de ter sido sempre ser feia

Eu sou de “Você gosta de mim?”

Do medo da Guerra do Vietnã no noticiário da TV, das contas do rosário da minha avó, do cinto do meu pai e as costas da mão da minha mãe

Eu sou do medo de me despedir como minha mãe.

Eu sou do meu irmão, meu abusador; de me esconder no meu quarto da violência da minha irmã

De estar sozinho no meu espaço seguro, o salva-vidas da piscina que veio para churrascos, e as famílias adotivas que cuidaram de mim

Eu sou do comitê bitty, bitty, de quatro pais; de churrascos e desentendimentos e bebês fora do casamento

De crianças entrando e saindo de casa, caos alegre, e muitos almoços comunitários com amigos e vizinhos

Sou da mãe passando roupa e lavando o chão, brigas dos meus irmãos e pai voltando para casa em seu uniforme de trabalho, cheirando à cozinha comercial onde ele trabalhava

De uma família que respira vida no meu mundo

Eu sou do sorriso da minha mãe.

Eu sou da visão de uma longa entrada na floresta, de árvores e pássaros e gatos.

De um grande quintal nas zonas húmidas cheio de amigos imaginários

Eu sou do barro e amoras esmagadas nas calçadas

Eu sou de belos interiores e estantes mais altas do que eu

Eu sou do lugar de casa no grito, perus no quintal e violetas selvagens colhidas para minha mãe

Eu sou da vista da árvore.

Eu sou do Hall de Inspiração

De “tempo ocioso” e “não há melhor momento para ser jornalista”

Eu sou de “boots on the ground” e “real grit”

De inverter a narrativa, “o quebra-cabeça está em formação” e ser um portador da história

Da “resiliência vicária” e “às vezes a resiliência toma a forma de resistência”

Eu sou de “É difícil odiar de perto”

Eu sou da cooperação, aceitação, bondade, coragem, generosidade e cura.

De apreciação, paciência, silêncio e humildade. Da esperança.

Eu sou do amor.

Jornalista André Trigueiro fala sobre o IVE

15 de fevereiro de 2019
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O jornalista André Trigueiro gravou esse vídeo por ocasião do último Seminário Nacional do IVE, em Minas Gerais. Ele é editor-chefe do “Cidades e Soluções” (Globonews), articulista da Folha de São Paulo, palestrante e escritor. André conheceu o IVE no Rio de Janeiro em 2001.

 

Caminhos para uma comunicação mais construtiva

16 de setembro de 2016
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Em visita ao Brasil, Judy Rodgers inspira profissionais a pensar sobre como a mídia pode gerar transformações na sociedade

Judy em palestra no Hotel Fazenda Igarapés durante o Seminário IVE Brasil

Judy em palestra no Hotel Fazenda Igarapés durante o Seminário IVE Brasil

“A mídia tem uma vocação muito elevada. Quando se é chamado para esse trabalho você está escrevendo a história do mundo”, refletiu a jornalista Judy Rodgers, jornalista norte-americana fundadora do Images and Voices of Hope (IVOH) durante sua visita ao Brasil.

No Brasil, o IVOH é conhecido como Imagens e Vozes de Esperança (IVE) e é organizado como uma rede de comunicadores voluntários, que conta com o apoio da organização Brahma Kumaris.

No dia 8 de setembro, Judy participou de um evento com comunicadores em São Paulo.

Em Minas Gerais, Judy Rodgers participou do Seminário IVE Brasil, cujo tema foi “Comunicação Construtiva: Novas Narrativas em Tempos Difíceis”, realizado entre 9 e 11 de setembro no Hotel Fazenda Igarapés, em Igarapé, Região Metropolitana de Belo Horizonte. O evento reuniu profissionais de diversas áreas da comunicação e artes para refletir sobre os impactos das mensagens sobre as comunidades e para compartilhar experiências profissionais e histórias de resiliência. “Quando organizamos diálogos como esses, realmente estamos trabalhando e aprendendo juntos sobre como podemos manter os nossos padrões profissionais e nosso senso de responsabilidade”.

Segundo Judy, é preciso pensar a comunicação em um nível mais elevado. “Temos que falar sobre os traumas, mas é necessário falar em transformação, dizer às pessoas o que ajuda a transformar essas realidades. Pode ser um trauma ambiental, como o rompimento da barragem de mineração na região da cidade de Mariana, Minas Gerais, ou a crise de refugiados no mundo. Cobertor e água ajudam, mas devemos pensar em como está o ser que sofreu o trauma”, afirmou.

Narrativas restaurativas

Um dos temas abordados no encontro foi a narrativa restaurativa, uma nova abordagem de comunicação em estudo pelo IVOH. “Nosso pensamento atual é que nem toda história é uma narrativa restaurativa. A história ruim deve ser contada, mas é preciso contá-la de modo que as pessoas tenham condições de se recuperar. É preciso dizer que há sinais de vida após um desastre”, explicou.

Judy Rodgers falou sobre a conversa que teve com um amigo diretor da ONU sobre as metas sustentáveis do milênio para 2030, que prometiam um mundo perfeito. No entanto, refletiram que, num mundo em que o trauma se tornou crônico com crise de refugiados, desastres ambientais, violência contra mulheres e outros problemas, é preciso apontar como essa transformação ocorrerá. Nesse contexto, o papel da mídia é estratégico, pois existe a métrica de pensamento/ação e as pessoas agem com base nessas ideias. “Para nós do IVE, o ponto que impacta não é o desastre em si, ainda que ele deva ser relatado, mas a capacidade de resiliência, de recuperação da comunidade atingida pela tragédia”, destaca.

A mídia no Brasil

João Paulo Cunha

João Paulo Cunha falou sobre a situação atual da mídia no Brasil

A mídia no Brasil foi o tema da palestra do jornalista mineiro João Paulo Cunha. Ele apresentou um quadro pouco animador da situação do jornalismo e das redações no país, ao abordar desde a falência dos jornais diários, a concentração familiar da mídia até a mudança da relação entre mídia e poder, em que a imprensa perde importância social, torna-se negócio. Com a comunicação digital, há uma multiplicação do ecossistema informativo. “Há um esvaziamento ético e sem democratização da comunicação não há modo ético de fazer informação”, afirmou.

Ele avalia que há uma crise de saber na atualidade e considera o jornalismo como uma alternativa, pois trata de um tipo especial de conhecimento que diz respeito à vida, que nenhuma ciência ou filosofia é capaz de dar. E questiona: “Que tipo de informação estamos levando para que as próximas gerações possam estar melhor preparadas?”

Christina Carvalho Pinto

Christina Carvalho Pinto falou sobre produção de conteúdo e publicidade

A comunicadora paulista, Christina Carvalho Pinto, presidente e sócia do Grupo Full Jazz de Comunicação e líder da plataforma multimídia “Mercado Ético”) refletiu sobre como a publicidade pode inspirar a formação de transformadores da sociedade.

“Precisamos contar histórias saborosas e incríveis. Se isso não fosse verdadeiro, as novelas, as histórias bem contadas não teriam tanta audiência. E acho que a imprensa – e a publicidade – também têm esse papel que é narrar a luz que há no planeta”, destacou, acrescentando que “as pessoas estão exaustas de coisas ruins, estão implorando por coisas belas”, ressaltou.

Entre os palestrantes, também compartilharam suas experiências o assessor de imprensa e produção de conteúdos da FCA (Fiat Chrysler Automobiles) para a América Latina, Roberto Baraldi, a jornalista e escritora, Leila Ferreira, a professora da Universidade Federal de Minas Gerais e doutora em Comunicação, Ângela Carrato, o jornalista e diretor da Árvore Gestão de Relacionamento, agência de relações públicas, a jornalista Roberta Barbieri da revista Sorria. Por meio virtual, o jornalista e escritor André Trigueiro.

Ângela Carrato e Leila Ferreira

Roberto Baraldi e Rafael Araújo

Experiências IVE

A jornalista Rachel Abreu Añon contou como conheceu Judy Rodgers e o movimento Imagens e Vozes de Esperança e, a partir de então, tomou coragem para se tornar uma empreendedora, deixando de trabalhar na redação no Jornal Folha de São Paulo e fundando a empresa “Ponte a Ponte“, que tem como principal missão “conectar o melhor de cada mundo para um mundo cada vez melhor”.

Já os jornalistas Aerton Silva, Cecília Alvim e Débora Junqueira explicaram como o valores IVE transformaram o trabalho de comunicação produzido pelo Sindicato dos Professores de Minas Gerais, Sinpro Minas.

André Trigueiro, em conexão gravada, explicou a influência do IVE na sua vida. Assista.

Reconhecimento

Roberta Barbieri recebeu o Reconhecimento IVE em nome da Revista Sorria e apresentou o projeto de comunicação da mesma

Roberta Barbieri recebeu o Reconhecimento IVE em nome da Revista Sorria e apresentou o projeto de comunicação da mesma

Na tarde do sábado (10/09), após um painel que discutiu a cobertura da tragédia de Mariana, que contou com a exposição da professora Ângela Carrato, e com as narrativas dos jornalistas das experiências e desafios vividos nessa cobertura especial, a rede Imagens e Vozes de Esperança reconheceu os trabalhos desses e de outros profissionais da comunicação com um certificado assinado pela jornalista Judy Rodgers. O texto dos certificados diz:  “Reconhecemos que esse trabalho reflete o compromisso em gerar conteúdos pautados pelo interesse público, por valores humanos e perspectivas de uma comunicação construtiva, mesmo em tempos difíceis”.

Pelo empenho profissional e humano na cobertura da tragédia de Mariana, acontecida em novembro de 2015, receberam o reconhecimento IVE:
–  a equipe do Jornal Estado de Minas, representada pelos jornalistas Márcia Cruz e Daniel Camargos, pelo especial Vozes de Mariana
– a equipe da Rede Minas de Televisão, representada pelo repórter Renato Franco e pelo cinegrafista Maurício Vieira, pela cobertura especial, que incluiu a matéria Rompe Barragem
– o cinegrafista Maurício Vieira, pelo trabalho independente de fotografias da tragédia feitas pelo celular, durante a cobertura da tragédia
– a equipe do Jornal Brasil de Fato, em especial a editora Joana Tavares, representada pelo jornalista João Paulo Cunha, pela cobertura especial da tragédia
– a equipe da Rádio Itatiaia, representada pela jornalista Edilene Lopes, pela cobertura especial da tragédia
 – o jornalista Daniel Camargos e a equipe do website Puntero Izquierdo (financiado por leitores), pela reportagem especial A estranha mania de ter fé na vida  https://medium.com/puntero-izquierdo/estranha-mania-de-ter-f%C3%A9-na-vida-996520b8ed6e
– o projeto de comunicação “A Arte Nunca Esquece“, elaborado pela Panamericana Escola de Arte e Design e pela agência Almapbbdo, em especial o artista Marcelo Tolentino, pela iniciativa de registrar a tragédia através da arte e de propor uma ação pública para amparar as vítimas da tragédia, ao expor pinturas feitas com a lama de Mariana no caminho do Congresso Nacional
 
Pelo projeto de comunicação sensível e inspirador, cuja renda da venda de revistas é destinada para projetos de tratamento de crianças com câncer e de desenvolvimento educacional de crianças jovens:
– a Revista Sorria, da Editora Mol, representada pela jornalista Roberta Barbieri

 

homenageados

Cecília Alvim (IVE Minas), Márcia Cruz (jornal Estado de Minas), Daniel Camargos (site Puntero Isquierdo), Edilene Lopes (rádio Itatiaia), Judy Rodgers, Renato Franco (Rede Minas), Débora Junqueira (IVE Minas), Paula Fabiano (IVE Minas) e Maurício Vieira (Rede Minas) durante a entrega do Reconhecimento IVE de Jornalismo pela cobertura da tragédia de Mariana.

 

Imagens e Vozes de Esperança
 
Para os organizadores do evento no Brasil, a visita da diretora do IVOH, neste momento em que o país vive tempos difíceis, foi um alento e uma inspiração para que as pessoas repensem a mídia como um instrumento para a transformação da realidade. “O Seminário IVE foi um evento construído com muito carinho a muitas mãos voluntárias e amorosas. Estar ao lado de Judy Rodgers, de todos os palestrantes, homenageados e participantes, todos em prol do propósito de se fazer uma comunicação mais construtiva, foi uma experiência maravilhosa! Que sempre sejamos cada um, onde quer estejamos, uma imagem e voz de esperança”, convidou a comunicadora Paula Fabiano, da coordenação do IVE Minas. 
 
Em breve, novos encontros e iniciativas IVE virão! Contribua com suas ideias e ações, e fique conectado conosco através desse site, da nossa fanpage ou do email iveminasgerais@gmail.com ou contato@ive.org.br.
 
Informações sobre o IVE/IVOH no mundo em www.ivoh.org
 

Material de apoio deste evento

Os vídeos e textos exibidos por Judy Rodgers durante o seminário podem ser encontrados aqui.

facebook-imgGalerias de Fotos

A cobertura fotográfica completa da passagem de Judy Rodgers pelo Brasil você confere na fanpage do Movimento Imagens e Vozes de Esperança no Facebook

 

Álbuns: 

=> Dia 8, São Paulo: palestra “Criando Confiança na Comunicação…”
=> Dias 9, 10 e 11, Igarapé (MG): seminário nacional  “Comunicação Construtiva…”
=> Dia 12, Belo Horizonte: palestra “Liderança que inspira resiliência e faz a diferença” para líderes e convidados das empresas ArcelorMittal, Fiat (FCA) e Vale

 

 

Criando Confiança na Comunicação

15 de setembro de 2016
by

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Judy Rodgers

“Para não sermos absorvidos pelo colapso, precisamos olhar para o que está emergindo” Com essa mensagem Judy Rodgers, fundadora do movimento IVE – Imagens e Vozes de Esperança, fundamentou seu discurso no Seminário “Criando Confiança na Comunicação”, que reuniu, no dia 8 de setembro, na Escola Superior de Propaganda e Marketing em São Paulo, 110 pessoas para dialogarem, com ela e os convidados Heródoto Barbeiro, jornalista e apresentador do Jornal da Record News e do portal R7 e Christina Carvalho Pinto, fundadora e presidente do Grupo Full Jazz de Comunicação, sobre a nossa atenção com a comunicação que nos chega.

Segundo a norte-americana Judy Rodgers, existem duas energias atuando hoje no universo: “Uma energia é descendente e manifestada por um sistema fraco, sendo visível nas mudanças climáticas, nas empresas, no processo político, na poluição da água e do solo. Mas há outra energia que é ascendente, construtiva e curativa e esta, por ser mais sutil, não é fácil de se ver”. Desse modo, Judy chamou nossa atenção “para não sermos absorvidos pelo colapso”, pela energia descendente, mas levarmos nossa atenção para o que está emergindo. Porém, para isso, “precisamos ser bons observadores”, reforça Judy.

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Heródoto Barbeiro

Sendo assim, para Heródoto Barbeiro “uma mente sossegada ajuda a fazer o melhor jornalismo, eu posso olhar para o código de ética e retratar melhor o que acontece na sociedade.” Barbeiro explicou que “quando minha mente está mais calma eu consigo me perguntar: Será que isso é verdade? Será que esse fato realmente aconteceu?” Segundo o jornalista, essa é a forma mais simples de construir confiança e obter a transparência nas notícias, pois “espalhar notícias na rapidez do mundo digital sem discernimento e sem checar a veracidade dos fatos causa mal-entendidos que afetam a confiança”. Sendo assim, “precisamos colocar rédea curta na mente”, concluiu.

Os nossos propósitos

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Christina Carvalho Pinto

“Escolhas duras devem ser feitas em tempos de crise, mas não podemos abrir mão dos nossos propósitos”, disse a presidente do Grupo Full Jazz ao se referir sobre os tempos que vivemos de grandes consumos. Christina Carvalho Pinto sustentou a reflexão desse novo olhar na comunicação, pela forma como nos defrontamos com o desafio de “não estimularmos o consumo do que faz mal à saúde das pessoas”. “Não julgamos, simplesmente deixamos de fazer o trabalho”, enfatizou.

Para ilustrar sua narrativa, Christina comentou sobre uma pesquisa onde 40% das pessoas responderam que a educação se faz através de processos midiáticos e 30% respondeu que são as escolas que educam. A constatação foi a de que a mídia é a maior educadora e, portanto, a pergunta que Christina colocou aos presentes foi “Estou educando ou deseducando?

Editando o mundo

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Tony Marlon e Paula Kim

Na segunda parte do evento, o jovem jornalista Tony Marlon abriu a discussão em torno da crise não ser de tecnologia e reforçou a exposição de Christina ao confirmar que temos uma crise de narrativa. Segundo ele, quando escolhemos uma palavra estamos editando o mundo. Sendo assim, Tony questionou sobre “o que acontece com as pessoas quando elas escutam a mídia? A pergunta é: Como podemos comunicar de forma que o impacto das nossas histórias impacte o mundo?” Quem respondeu a essa pergunta foi a cineasta Paula Kim, que relatou a experiência do processo de criação de um site de conscientização sobre transtornos alimentares em meninas de 10 a 13 anos. Porém, a conclusão dessa edição emergiu da plateia, com o questionamento: Como alguém pode falar de algo tão forte e de forma tão delicada?

O Diálogo “Criando Confiança na Comunicação” foi uma iniciativa do IVE – Imagens e Vozes de Esperança e da Organização Brahma Kumaris. A organização ficou a cargo da Abradi SP, BMofeoli, Ecos do Meio, Estúdio Boreal, Full Jazz, Ponte a Ponte, Radio Positiva e Reconectando Valores com apoio da ESPM e Startrek. O IVE nasceu em 1999 em Nova York a partir da reflexão sobre o impacto social que profissionais de comunicação exercem na sociedade mediante as imagens e palavras que escolhem transmitir no exercício da vida profissional.

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Equipe IVE SP

 

A galeria de fotos deste evento você encontra no fanpage do IVE.

 

Judy Rodgers chega ao Brasil

6 de setembro de 2016
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Norte-americana e especialista em comunicação e motivação de lideranças, Judy Rodgers chega ao Brasil para falar de uma mídia que restaure a confiança em tempos de ruptura. Ela passará por São Paulo e Minas Gerais para encontros com profissionais de comunicação e líderes empresariais

Judy Rodgers

“Queremos ver exclusivamente o mundo que está desmoronando ou colocar nossas luzes no novo mundo que está nascendo? Este é o poder da mídia, que pode colocar os refletores no que lhe interessa” Judy Rodgers

Judy Rodgers é diretora fundadora do Images and Voices of Hope (IVOH), uma organização de mídia global que visa reforçar o papel da mídia como uma força para resgatar a grandeza dos cidadãos e da sociedade. Ela vem ao país para falar sobre a importância de rever a narrativa em tempos de crise. Desde 2013, ela se debruça em uma reflexão profunda sobre o gênero da “Narrativa Restaurativa”, definida por alguns profissionais de mídia e acadêmicos norte-americanos como uma investigação honesta e sustentável que revela oportunidade em tempos de ruptura.

Ela será a palestrante internacional do Diálogo IVE “Criando Confiança na Comunicação”, que acontece na capital paulista no dia 8 de setembro e do Seminário Nacional “Comunicação Construtiva – criando narrativas em tempos difíceis”, em Igarapé, MG, de 9 a 11 de setembro. Neste, estará ao lado de grandes nomes da comunicação como João Paulo Cunha, Leila Ferreira, Ângela Carrato, Roberto Baraldi, Rafael Correa e Christina Carvalho Pinto.

Já na segunda-feira, dia 12, fundamentada na técnica conhecida como Appreciative Inquiry,  Judy realizará palestra exclusiva, com o tema “Liderança que inspira resiliência e faz a diferença“, fechada para convidados das empresas ArcelorMittal, FCA e Vale.

 QUEM É JUDY RODGERS

Há mais de 15 anos, trabalhou em empresas de comunicação (Twentieth Century Fox, CBS, Video Publishing House) traduzindo as ideias de autores e líderes do pensamento em filmes. Em 2003, tornou-se a diretora-fundadora do Centro de Negócios como Agentes de Benefício Mundial da Case Western Reserve University.

Em 2009, foi coautora do livro sobre altruísmo intitulado “Algo Além da Grandeza” e publicado no Brasil pela Editora Integrale. Trabalha como consultora e treinadora com base em narrativas fortalecedoras para criar mudança individual e de todo o sistema.

Ela é uma consultora de prestígio internacional, trabalhou durante anos no MIT e depois com o professor David Cooperider, e colaborou no desenvolvimento da técnica conhecida como Appreciative Inquiry, um processo de desenvolvimento corporativo de engajamento de stakeholders em processos de mudanças. É uma técnica baseada na ideia de que as organizações e instituições mudam em função das perguntas que se fazem, conseguindo, através deste método, revelar habilidades e potencialidades ocultas pelos problemas e dificuldades do cotidiano.

Atualmente, Judy Rodgers é a diretora fundadora da Images and Voices of Hope (IVOH), uma organização midiática global que busca fortalecer a mídia como um poder positivo. Desde 2013 ela tem coordenado uma pesquisa sobre narrativas restauradoras no âmbito do IVOH, com sede no estado de Nova York, EUA.

Há 20 anos utiliza a meditação Raja Yoga como uma ferramenta para investigar como a qualidade da consciência afeta os pensamentos, visão e experiência do mundo. Judy dá suporte a vários projetos internacionais da Organização Brahma Kumaris e vive em Catskill, estado de Nova York.

O QUE JUDY PENSA SOBRE:

Mundo

“A história nos conta que colapsos – pequenos e grandes – são catalisadores para o surgimento de uma nova ordem mundial. Eu acredito que as sementes do novo mundo estão vivendo em meio ao caos e cacofonia do velho. Cabe a nós desenvolvermos a capacidade de vê-las pelo que elas são.”

Imagens negativas
“Imagens negativas podem rasgar o tecido da nossa complacência e introduzir uma consciência súbita que nos move para a ação. No entanto, embora uma imagem negativa possa ser um poderoso agente de transformação, um fluxo excessivo de imagens negativas tem o efeito oposto de entorpecer quem vê e de nos fazer recuar em medo e desamparo.”

Imagens e Vozes de Esperança – IVE
“O IVE nos dá uma oportunidade de nos reunirmos para refletir sobre o impacto das nossas mensagens e imagens e sobre o que poderíamos fazer coletivamente se nós pensássemos na mídia e nas artes não meramente como negócios, mas como agentes para o benefício do mundo.”

Mídia
“Se a mídia tem a capacidade de contribuir para a violência, raiva e medo do passado, ela certamente tem a capacidade de contribuir para a paz, compaixão e coragem no futuro. Este tipo de mudança não acontece através de proclamação. Ela acontece porque milhares de artistas, profissionais da mídia e jornalistas assumem um compromisso de dedicar a si e seu trabalho a serem agentes de benefício para o mundo.”

Narrativa restaurativa
“A narrativa restaurativa é invocada em momentos de trauma no qual as pessoas tenham perdido algo ou tudo – seu senso de autovalor, conexão com a comunidade, sentimento de proteção, esperança no futuro. É isso que esperamos restaurar.”

O que é o IVE?​

O IVE surgiu em Nova York em 1999, a partir da reflexão sobre o impacto social que homens e mulheres de comunicação exercem na sociedade mediante as imagens e palavras que escolhem transmitir no exercício da vida profissional. O IVE incentiva diálogos entre pessoas das mais diversas áreas da comunicação a encontrarem caminhos para uma mídia de soluções e de transformações benéficas para o mundo.

A pergunta que engaja os participantes é: Que impacto o meu trabalho está criando na mente e nos sentimentos do leitor, do espectador, do consumidor? Não se trata de superficialidades – fingir que as coisas ruins não acontecem. É sobre cultivar os espíritos que têm a qualidade da compaixão e generosidade, e a visão que pode mostrar o que há de melhor no mundo – mesmo em situações difíceis.

O IVE foi criado como uma iniciativa da Brahma Kumaris World Spiritual Organization, do Center for Advances in Appreciative Inquiry e da Visions of a Better World Foundation. O IVE é promovido globalmente pelo Images & Voices of Hope e no Brasil pela Organização Brahma Kumaris.

SERVIÇO 

Diálogo IVE “Criando Confiança na Comunicação” com Judy Rodgers
Local: Auditório Aylza Munhoz, ESPM
Rua Joaquim Távora, 1240, São Paulo
Data: 8 de Setembro
Horário: das 9h30 às 13h
Iniciativa: Imagens e Vozes de Esperança e Organização Brahma Kumaris
Organização: ponteAponte, Ecos do Meio, ABRADI SP, Rádio Positiva, Estúdio Boreal, Belise Mofeoli, Reconectando Valores
Apoio: ESPM e Startrek
ESGOTADO! Inscrições abertas para acesso virtual (webnário)

 

Seminário Nacional “Comunicação Construtiva – novas narrativas em tempos difíceis” 
Local: Hotel Fazenda Igarapés/MG (a 45 km de Belo Horizonte)
Data: 9, 10 e 11 de setembro
Realização: Imagens e Vozes de Esperança e Organização Brahma Kumaris
Apoio:  Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, Revista PON, Gravasom, Árvore Comunicação e Hotel Fazenda Igarapés
Informações: iveminasgerais@gmail.com / (31) 9 9957-1088
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Palestra: “Liderança que inspira resiliência e faz a dirença
Dia 12 de setembro
Evento exclusivo para líderes da ArcelorMittal, FCA e Vale – fechado para convidados